quinta-feira, 27 de novembro de 2014

um post assim para o mais sério...

hoje acordei assim. ou melhor, hoje fui ver a minha conta bancária e fiquei (ainda mais) 'assim'.
ai Portugal, Portugal... a continuar assim, terei mesmo de te dizer adeus.
à segurança social e outros parecidos, só tenho de agradecer, por me 'guardarem' as minhas horas extraordinárias. por me garantirem (or not!) o meu 'pézinho de meia', se é que terei direito aquando lá chegar, se chegar... 
ando há meses, mas meses mesmo, à procura de outro trabalho que me garanta um pouco mais de estabilidade financeira (e emocional) e nada, rien de rien! e não me venham com a história do 'ah e tal tanto emprego por aí...' mentira. ou é mal pago, SIM, MAL PAGO, e explico já o porquê: com o que se ganha, ou vai para os transportes, ou para a gasolina, ou para o almoço que nem se tem tempo de vir a casa... ou então, simplesmente morremos nas entrevistas, pois não é a pessoa que se procura ou não tem o perfil... lembro-me de antigamente os meus pais falarem que praticamente nem existiam entrevistas. via-se a pessoa a trabalhar e tiravam-se logo as conclusões: ou trabalha ou não trabalha... hoje em dia, parece que vão escolhidinhos através da imagem que levam...
digo sinceramente, trabalho numa grande empresa já há quase 5 anos, em part-time, pois quando entrei era trabalhadora e estudande, acabei por desistir da faculdade, pois o ordenado não chega para tudo e tinha encontrado outro trabalho e conciliava os dois. até o outro fechar portas... desde então tenho pedido N vezes se há possibilidade de me passarem a full-time. bem, realmente passam, mas é só quando lhes convém, quando precisam... e ando assim em modo peão de monopólio. e ou aceito ou então a porta é a serventia da casa... e agora perguntam-me: então, sempre são mais umas horinhas que ganhas. EEEEEEEEER! errado! ganho em horas extraordinárias que sofrem um corte ainda maior ao fim do mês e fico na tal situação do trabalhar para aquecer, deixando de estar aos fins-de-semana com a família e namorado e etc. é revoltante, vendo pessoas que não fazem ponta de corno e têm a oportunidade de trabalharem a full-time certo...
com isto, vou adiando estudos, deixando de estar com os mais queridos e ao final, acabo por me ver sempre na mesma situação...

sinto-me triste e desiludida com este país, que não dá oportunidades para nada.
sinto-me enganada pelo 'para o ano há-de ser melhor', pela esperança é a ultima a morrer... pela merda do governo que é escolhido por gente que apoia PS ou PSD e façam merda ou não, é sempre um deles que lá está dentro... não percebo muito de política e também não me esforço muito por entender, pois infelizmente todas as notícias que vão passando, mostram a palhaçada que para lá vai e fazem com que vá perdendo interesse.
a continuar assim, 2015 irá fazer com eu abandone a minha pátria, a minha família.
é triste, mas é a nossa sina, o de sofrer e de ver a realidade.

2 comentários:

Roger disse...

Infelizmente é o pão nosso de cada dia :(
Não sei que futuro vai ter este país. A classe política é do mais podre que existe. Tenho uma certa esperança que a nossa geração um dia dê a volta a isto, não através de partidos (que isso é tudo a mesma merda, é só chupistas que não sabem o que é vergar a mola), mas sim como independentes. A verdade é que a nossa geração é a mais qualificada e informada de sempre no nosso país, pode ser que isso se traduza num futuro melhor daqui por 10/15/20 anos :/

Ainda há pouco comentei noutro blog: a minha mãe está desempregada há vários anos... É triste como neste país aos 57 se é considerado velho para trabalhar, e simultaneamente novo para a reforma :/

Gi disse...

(in)felizmente tenho de concordar contigo... é mesmo muito triste, saber que existem mais pessoas na mesma situação, pessoas que são ''úteis'' à sociedade e que querem e podem trabalhar :s